quarta-feira, janeiro 14, 2009

segunda-feira, dezembro 15, 2008

NOTÍCIAS | De 'sacoleira' à empresária

PERSISTÊNCIA (14/12/2008)
De 'sacoleira' à empresária


Jussara Alencar destaca a 
importância das boas amizades 
(Foto: ADRIANA PIMENTEL)

O faro para as vendas a acompanha a cearense Jussara Alencar em toda a sua trajetória no mercado de trabalho. Após seis anos vendendo roupas para as amigas em seu apartamento, ela persistiu no negócio e, há quatro anos, deixou de ser 'sacoleira' para tornar-se micro empreendedora, com a abertura da sua própria maison de revenda de multimarcas. Situada no bairro Dionísio Torres, a loja foi uma das primeiras do local, hoje, com vários negócios do tipo. O último emprego formal também era de vendedora, só que de carros.

'Era gerente de uma concessionária de veículos. Nas minhas folgas vendia roupas que vinham de uma fábrica de uma amiga daqui do Ceará. Depois, comprei uma casa, que virou uma loja com vários departamentos, de roupas casuais às de festa. Meu público abrange todas as idades, de 14 anos a 85 anos', relata Jussara.

Formada em Letras e em Pedagogia, a ex-sacoleira de roupas diz que os cursos superiores a ajudaram apenas a melhorar o contato com o público. 'Nunca exerci nenhuma das duas profissões. Hoje, estudo moda. Vou a diversos congressos de tendências. É muito importante entender do assunto para passar segurança para a cliente', observa.

Alguns segredos para o negócio deslanchar ela revela: ´além de muita batalha e força de vontade, é preciso ter boas amizades. Tenho mais de seis mil clientes. Também emprego seis funcionários´, informa Jussara Alencar.

Os preços, segundo a micro empreendedora, também são o diferencial: 'vendo vestidos de festa ao preço de aluguel. O mais caro que tenho é um rebordado com renda grega que custa R$ 400,00'. (LB)

Fonte: Diário do Nordeste - Negócios - Fortaleza-CE - 14/12/2008

NOTÍCIAS | Como garantir espaço em momentos de crise

MERCADO DE TRABALHO (14/12/2008)
Como garantir espaço em momentos de crise

O nível de competitividade é que poderá assegurar a sobrevivência no mercado em épocas de crise


Em tempos difíceis como agora, de crise financeira global e risco de recessão prolongada, a tônica das empresas em qualquer lugar do globo, não importa o ramo de atividade, é agir com cautela em termos de investimentos e contratações. A ordem é segurar um pouco e ver o que ocorre nas próximas semanas, para não dizer meses. Muitas firmas, para não ficar, ou se já não estiverem, com a corda no pescoço demitiram ou anunciaram que irão reduzir o quadro de funcionários.

Mas e você? Está tranqüilo em relação ao seu emprego? Pelo sim, pelo não, é bom ficar atento para garantir o seu espaço no mercado de trabalho. Assim como as empresas, a competitividade também vale para o trabalhador e poderá assegurar a sua sobrevivência no mercado. Para tanto, apontam os especialistas, é bom lembrar a necessidade de o indivíduo estar sempre alerta ao crescimento profissional, no que ele tem de positivo a oferecer na sua área. Mas, por outro lado, capacitação por si só não basta.

Mais do que isso, explica Alice Café, psicóloga e coordenadora de treinamento e serviços da Fastjob — empresa especializada em recrutamento e seleção de pessoal, treinamento, orientação profissional e consultoria organizacional, ocorreu uma mudança muito grande sobre o perfil do profissional exigido pelas empresas.

´Antes costumava ser a facilidade de adaptação à rotina, a partir de uma cultura empresarial e posição de mercado já definidas. Hoje, o trabalhador se depara com processos de fusões, aquisições, e do dia para noite ele pode dormir trabalhando em uma empresa e acordar empregado em outra. Veja o caso da fusão entre o Itaú e o Unibanco. Daí a necessidade de ser flexível, dinâmico e criativo, pois de uma hora para outra você pode ser regido por outra cultura organizacional´, argumenta. Assim, segundo ela, o profissional precisa estar muito bem preparado emocionalmente e qualificado tecnicamente para absorver essas mudanças.

A psicóloga Patrícia Barros, da Controller Desenvolvimento e Serviços, concorda: para se manter empregado, o indivíduo tem que ser um trabalhador que aceite mudanças. ´Ele precisa ser inovador e aberto a modificações. As empresas hoje só querem investir em pessoas que tenham vontade de crescer, que não se fixem em apenas uma atividade e estejam disponíveis ao trabalho´.

O bom humor e o relacionamento no ambiente de trabalho também fazem a diferença, apontam as especialistas. ´A iniciativa e a facilidade de trabalhar em grupo, mesmo que o indivíduo não assuma uma posição de liderança e as pequenas atitudes no dia-a-dia são um grande diferencial´, conta Patrícia Barros da Controller.

´Quem mantém uma atitude passiva e não busca para si responsabilidades estará fora do mercado de trabalho. Cada vez mais as empresas esperam do funcionário maior capacidade de auto-gerenciamento´, observa Alice Café, da Fastjob. 

Anchieta Dantas Jr.
Repórter

Fonte: Diário do Nordeste - Negócios - Fortaleza-CE - 14/12/2008

NOTÍCIAS | Autônomos saem ganhando

VENDA DIRETA NO NATAL
Autônomos saem ganhando

A estimativa para este mês é de um incremento nas vendas em até 45%, em relação aos demais meses deste ano


Linda de Cássia possui mais de 100 clientes 
fixos, em diferentes lugares de Fortaleza, e 
oferece opções de pagamento facilitado para 
não perder o negócio (Foto: JOÃO LUÍS)

Os rostos são anônimos em meio à população. Não possuem o apelo das lojas decoradas com a temática natalina. Em meio ao atual cenário de incertezas na economia global, os consumidores — que ficaram mais cautelosos para abrirem a carteira e gastar, devem fazer a alegria dos vendedores porta a porta do País no ´Natal das lembrancinhas´.

Não importa se o pedido é de roupa, sabonete, colônia, bijuteria ou maquiagem; quem atua no ramo das vendas diretas sabe que a palavra de ordem do momento é faturar. A estimativa é de um incremento nas vendas, neste dezembro, em até 45%, em relação aos demais meses do ano.

O peso da atividade pode ser expresso em significativas cifras. Em 2007, esse tipo de comércio movimentou R$ 16 bilhões no Brasil.

Este ano, o primeiro semestre registrou R$ 8 bilhões, volume superior em 11% ao referente aos primeiros seis meses do ano passado. Segundo dados da Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas (ABEVD), a renda média das pessoas que atuam no ramo é equivalente a um salário mínimo e meio (R$ 622).

No Brasil, já são mais de 1,88 milhão de autônomos que ´vestem a camisa´ das marcas que representam. Neste mercado, a Avon é a pioneira no segmento, superando a marca de um milhão de revendedores.

Em seu portfólio de produtos, existem linhas com preços tanto populares, como para atender consumidoras das classes sociais A e B. Citando a linha antiidade Renew, de cada dois produtos do tipo vendidos no País, um é da empresa. A cada 19 dias, a companhia estima alcançar mais de 15 milhões de brasileiros com a circulação de seus 6 milhões de catálogos.

A revendedora da Avon Linda de Cássia, 65 anos, lembra que começou na atividade há 30 anos como auxiliar. No entanto, após se aposentar como pedagoga há 15 anos, passou a se dedicar com mais ênfase a atividade que, hoje, tem como ´terapia´. ´Passo a manhã trabalhando, entro pela tarde e à noite. Tenho quatro auxiliares. Em um mês bom dá para vender R$ 2 mil. Mas, já tive épocas, em que cheguei a até R$ 3 mil´, conta. Para o seu bolso, o lucro com a venda de cosméticos e perfumaria é de 30%.

Com uma rede superior a 100 clientes fixos de diferentes lugares de Fortaleza, a autônoma aposta até em opções de pagamento facilitado como ferramenta para não perder o negócio. ´Vendo no condomínio, pelo bairro, na instituição onde trabalhei e em lojas. Se a pessoa não tem condições de pagar, dou desconto de 15%´. Se o produto já estiver com o preço promocional, dou 10%. E, se nem assim, ela tiver condições de pagar, parcelo a compra´, explica Linda, que em todos os anos, também costuma presentear as suas clientes mais fiéis com lembrancinhas na época do Natal. 

LIVIA BARREIRA
Especial para Economia

MOVIMENTAÇÃO

8 bi de reais foi o volume movimentado no Brasil, no primeiro semestre deste ano, pelas vendas diretas, o que representa um avanço de 11% sobre igual período de 2007, segundo a ABEVD.

Fonte: Diário do Nordeste - Negócios - Fortaleza-CE - 14/12/2008

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